quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Receita para a vida

           
                 
                      Calma. O que escreverei aqui não necessariamente é uma fórmula auto ajuda para alcançar o sucesso e tampouco uma verdade a ser considerada. É certo que é um título clichê. É certo que é uma lição pra mim. Dias desses fui fiscal de um concurso nacional muito organizado e minha função era a de recolher assinaturas, burocracias e medos. Sem dúvida alguma, talvez é o único lugar onde você pode olhar e observar melhor uma pessoa, sem que esta se sinta incomodada. Sentada naquela cadeira, vivi num laboratório de reações humanas durante 10 horas e mesmo sem fazer nada fiquei exausta. Sim. Não fazer nada adoece. Por isso me peguei olhando de canto para uns textos daqueles que já foram e que estavam organizados em cima da minha mesa. Não sou nenhuma expert em português ou gramática, mas não gostei do que li. Sério. Agora entendi porque anos atrás as pessoas não gostavam do que eu escrevia. Colecionei zeros e prometi nunca mais escrever. Engano meu. Resolvi então não escrever para os outros, mas para mim mesma, pra lembrar que ainda vivo. Os outros tem milhões de gostos e particularidades, mas só você entende você. A gente escreve pra sair da mesmice do dia a dia, tentar trazer uma visão nova de uma vista cansada e melhorar o que não nos contenta. É uma forma de respirar. Descobri que a gente nasce pra gerar o novo no mundo, sem mudar o que já estava ali primeiro. É como fazer um bolo. Ponho os mesmos ingredientes que minha bisavó colocava nos tempos dela. Mas acrescento algo novo. Uma pimenta, uma canela, umas castanhas ou uns confetes. Talvez dê certo. Quer um pedaço?



Para meu amigo Marcos Atahualpa 
por ter me lembrado de fazer um bolo.

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